Um dia, depois de um episódio que a despertou para uma realidade que desconhecia, Tamara Milagre fez o teste genético e descobriu que tinha uma mutação genética no gene BRCA 1. Com esta notícia veio a necessidade de desabafar com pessoas que estivessem na mesma situação que ela, e de falar com alguém que respondesse às milhares de dúvidas que imediatamente lhe surgiram.
Mas depressa percebeu que em Portugal – apesar de existirem várias organizações de apoio a pessoas com cancro – não havia nenhuma entidade dedicada a orientar os pré-viventes, ou seja, aqueles que conhecem o seu alto risco para a doença mas que ainda não adoeceram.
A necessidade de criar uma associação de apoio a sobreviventes do cancro hereditário e aos seus familiares, passou a ser uma prioridade para Tamara e para todos os que com ela abraçaram este projecto.
Juntou-se a força de vontade e a dedicação de médicos, enfermeiros, psicólogos e utentes; desenvolveram-se ideias, reuniram-se os apoios necessários, e nasceu a Evita. Um local para aqueles que ao descobrir que podem vir a sofrer de cancro, precisam de um porto seguro, de um ombro amigo. Que precisam de saber que não estão sozinhos no mundo e que apesar de tudo, continua a haver esperança.